Testemunha de Acusação – 1957

Fantástico, uma obra-prima! Perfeição é a palavra para Testemunha de Acusação.


A história é a seguinte: Sir Wilfrid Robards (Charles Laughton) é um conceituado advogado que depois de sofrer um ataque cardíaco é proibido pelo médico de se envolver em casos que possam estressá-lo. Mesmo assim, acaba concordando em defender Leonard Vole (Power), acusado de ter assassinado uma viúva rica. Seu único álibi é sua mulher (Marlene Dietrich), uma cantora que, ao contrário do que se esperava, resolve testemunhar contra o marido.

Para quem gosta de tribunais do júri, é simplesmente sensacional! Diálogos envolventes e ótimas sacadas completam o filme, além, obviamente, do colírio que é ver a atuação de Marlene Dietrich – sempre diva!

O filme é baseado na peça teatral do livro de Agatha Christie, o que garante um final um tanto inesperado. Agatha ficou feliz com o que viu na tela e pela primeira vez que gostou de uma adaptação sua para o cinema. Wilder criou o papel da enfermeira só para que a mulher de Charles Laughton participasse do filme e ela acabou garfando o Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante.

Sério. Este filme é imperdível!

Sobre Marlene Dietrich:

Certo dia, Marlene Dietrich afirmou: “Não sou um mito.” Mas, ao referir-se ao termo, Dietrich limitou-se a reforçar o fato com mais ênfase. Com efeito, utilizando-se qualquer definição de um dicionário corrente, Dietrich é um mito.

A adolescente Marie Magdalene Dietrich socorrera-se da disciplina e férrea vontade herdadas dos seus pais para ultrapassar todos os obstáculos e com grande esforço criar “Marlene Dietrich”. Em atuações no cinema, teatro, e cabaré, Dietrich firmou o arquétipo da mulher fatal bissexual. Com raízes na obsessão de fim de século com a “vamp mortal” (demarcada especialmente nas obras de escritores tais como Charles Baudelaire, Oscar Wilde, e Hanns Heinz Ewers, e pintores como Gustav Klimt, Félicien Rops, e Gustave Moreau), Dietrich cativou o público berlinense com a sua atitude impositora e desdenhadora, por vezes com uma apresentação andrógina, e pernas longas e lânguidas – qualidades que continuou a explorar mesmo nos seus anos mais tardios.

É uma distorção histórica considerar que “La Dietrich” foi uma criação do realizador Joseph Von Sternberg quando a incluiu no elenco de O anjo azul (The Blue Angel). A imagem de Dietrich já se encontrava forjada em 1930. Embora Von Sternberg tenha amplificado a aura de deusa nos sete filmes que efetuaram juntos, o trabalho de ambos foi uma parceria, ainda que tempestuosa e sadomasoquista, na qual a atriz confiou ao realizador a projeção da imagem de Dietrich através do domínio que aquele possuía dos elementos cinemáticos de iluminação, guarda-roupa, e concepção de cenários. Durante esta colaboração, a imagem de Dietrich evoluiu da actriz de cabaré sensual e picante até à polida e altiva deusa que namoriscaba com esbeltos homens e belas mulheres (puro reflexo das suas inclinações sexuais), seduzia as esposas de homens mais velhos e dominantes (que frequentemente se assemelhavam a von Sternberg), sempre perseguindo os seus instintos por mais potencialmente destrutivos que os resultados deles fossem para si e para os outros.

Em uma das cenas de Testemunha de Acusação, rasgam suas calças evidenciando suas pernas, consideradas das mais belas de Hollywood. Olha as “figurinhas” que ela “abocanhou”:

O AMORES DE MARLENE DIETRICH

Rudolph Sieber, ator (marido)
Burt Bacharach, compositor
Marlon Brando, ator
Claire Waldoff, atriz
Bernard Shaw, escritor
Yul Brynner, ator
Colette, escritora
Gary Cooper, ator
Lili Damita, atriz
David Niven, ator
Ernest Hemingway, escritor
Mercedes De Acosta, atriz
Jean Gabin, ator
Kirk Douglas, ator
Douglas Fairbanks Jr., ator
Eddie Fisher, cantor
John Gilbert, ator
Maurice Chevalier, cantor
Howard Hughes, bilionário
Joseph P. Kennedy, político
John F. Kennedy, presidente dos Estados Unidos
Robert F. Kennedy, senador
Fritz Lang, cineasta
Burgess Meredith, ator
Edward R. Murrow, jornalista
George S. Patton Jr., general
Edith Piaf, cantora
George Raft, ator
William Saroyan, escritor
Frank Sinatra, cantor
Barbara Stanwyck, atriz
Adlai Stevenson, senador
James Stewart, ator
Joe DiMaggio, jogador de beisebol
Mike Todd, produtor de cinema
Alberto Giacometti, escultor
Erich Maria Remarque, escritor
John Wayne, ator
Orson Welles, diretor de cinema
Michael Wilding, ator
Humphrey Bogart, ator
Greta Garbo, atriz

Testemunha de acusação (Witness for the Prosecution) EUA,1957. De Billy Wilder. Com Tyrone Power, Marlene Dietrich, Charles Laughton e Elsa Lanchester.


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