Felicidade também é Lucro

     Quase chorei quando li o texto que reproduzirei aqui, pois ele expressa de uma forma muito particular a agonia que estou passando na minha vida nos últimos tempos e acredito que muitas pessoas também se sintam assim, cada um com seu(s) motivo(s) particular(es).

      Peço licença ao autor do texto  para reproduzir aqui palavras que realmente me inspiraram e me fizeram refletir o dia todo:

”       Felicidade também é lucro
Roberto Shinyashiki

            Há alguns anos, participando como bolsista de um programa de visitas a empresas no Japão, juntamente com empresários de mais treze países, estávamos numa empresa, analisando seus números e seu histórico. Um mexicano que fazia parte do grupo, diante dos dados que estávamos lendo, sugeriu ao administrador da empresa que demitisse quatrocentos funcionários de determinadas áreas, pois assim dobraria seus lucros praticamente sem afetar sua produtividade.

            O empresário olhou para nosso companheiro calmamente, esperou que ele terminasse toda a sua argumentação e calmamente respondeu: No Ocidente, vocês costumam ver o dinheiro como a única forma de lucro. Mas para mim lucro não é só recompensa financeira. Lealdade a meus funcionários também é lucro. A certeza de estar ajudando a construir uma nação forte também representa um grande lucro. E a tranqüilidade de realizar minha missão na vida é a maior de todas as formas de lucro.Ouvindo aquilo, mentalmente concluí: a felicidade também é lucro. Muitas pessoas, na hora da morte, se revelam frustradas, arrependidas, e muitas vezes dizem coisas como: A vida me enganou. Trabalhei demais, agora que ia começar a viver vejo que não tenho mais tempo. Se eu pudesse começar de novo…
Porém, a vida não engana ninguém. Ela está sempre ao nosso lado, orientando, sinalizando, o tempo todo. Não prestar atenção acaba custando caro demais. Muita gente pensa que a felicidade só será possível depois de alcançar alguma meta, mas a verdade é que deixar para ser feliz amanhã é uma forma de ser infeliz. A pergunta fundamental é: o que você precisa para ser feliz hoje, agora?

            Em geral, na hora da morte, as pessoas se arrependem, basicamente, por um ou mais entre alguns motivos, nenhum deles ligado a não ter conseguido carreiras muito brilhantes ou por não ter acumulado muita riqueza material. Muitos se arrependem por não ter ido atrás do grande amor de suas vidas, por falta de coragem de mudar o que precisaria ser mudado. Uma maior parcela de arrependidos sofre por não ter valorizado seus companheiros, e por ter transformado sua história de amor numa história de poder e dominação sobre o outro, baseada no medo. São mulheres que se arrependem de ter passado a vida implicando com as pequenas manias de seus maridos em vez de simplesmente curtir seu amor. Ou maridos que se negaram a atender tantas vontades de suas esposas apenas para mostrar quem é que manda. Muitos ainda se arrependem de não ter dado todo o amor e atenção que poderiam dar a seus filhos, e se limitaram a batalhar para dar todo o conforto e todos os recursos materiais que puderam, pensando que apenas isso os transformariam em adultos felizes.

            Mas a maior parcela de arrependidos é o time dos que desistiram de correr atrás de seus sonhos. Os que queriam ser advogados, mas ficaram cuidando dos negócios da família, porque era a maneira mais fácil de ganhar dinheiro. Os que trocaram o ideal em que basearam a escolha da profissão pelas carreiras feitas para acumular bens e símbolos de poder e status.

          Muita gente passa a vida como se estivesse hipnotizada, correndo atrás sabe-se lá do quê, perseguindo metas que não são suas, fazendo um esforço enorme, sem perceber, para acreditar que a felicidade não existe, e que o mais importante é fazer as escolhas e colocar sua energia a serviço das opiniões alheias. Mas a vida está sempre avisando, sempre orientando.

        Cada vez que soar uma campainha na sua cabeça e lhe ocorrer aquela dúvida, mesmo que muito rapidamente, pare para pensar e responda à pergunta que a vida lhe faz: Será que isso tudo está valendo a pena? Pode ser que ao parar para pensar nisso seriamente as coisas comecem a mudar e as razões para o arrependimento e o final triste do filme da vida deixem de existir. Ouça atentamente a sua vida, pois ela é sua melhor conselheira.”

   

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